Imagine duas mãos com os dedos parcialmente entrelaçados. Pois bem, agora pense que uma das mãos simboliza a sociedade; e a outra, a individualidade. Pronto, estão representadas, tanto a condição humana quanto a política. A condição humana, pois somos sociais e individuais ao mesmo tempo; e a política, representada pela parte entrelaçada, indica a zona comum em que é possível a negociação entre entre quem considera mais a sociedade e quem considera mais a individualidade . Isso é a política. Há a ilusão de um dia sermos somente sociedade ou somente individualidade. Mas a realidade são essas mãos semientrelaçadas. E quanto mais entrelaçadas, ou seja, quanto mais política houver, mais agradável será.
quarta-feira, 7 de setembro de 2022
quarta-feira, 1 de junho de 2022
A Mooca e a guerra
A Frelimo- Frente de Libertação da Mooca -, que visa transformar a Mooca em um país independente e reconhecido pela ONU, propõe a seguinte reflexão : Embora seja meio chato falar disso enquanto há várias guerras sanguinolentas ocorrendo no planeta, é tranquilo perceber que se o mundo fosse organizado em micropaíses, as guerras seriam mais facilmente contidas. Por exemplo, imagine um conflito entre o Ipiranga e a Vila Mariana. O exército azul (ONU) interviria imediatamente e com sucesso. Não faz sentido?
Mooca - País livre!
sexta-feira, 15 de abril de 2022
Esporte é arte e brincadeira
O que está acontecendo no esporte é que os mais novos estão descartando a metáfora da guerra, a qual os poderosos impõem para alienar as massas. Cada vez mais eles disputam os jogos como se fosse uma gostosa brincadeira e saem do campo abraçados com seus adversários. Não fazem mais papel de trouxas que são levados a pensar que estão defendendo sua pátria. A nova geração está cada vez mais acordada para o fato de que somos todos uma mesma e digna humanidade.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
Sócis e Índis
Chega de esquerda e direita! Sim, isso é muito antigo, do tempo da Revolução Francesa. Não, essas posições são reais. Eu, por exemplo, sou de esquerda. Mas o que sabemos hoje sobre tudo isso permite que nomes mais adequados sejam utilizados para essas posições. Sabe-se que pessoas de esquerda e de direita, além de vinculadas a contextos ideológicos específicos, são pessoas que valorizam um dos dois aspectos fundamentais da humanidade, quais sejam, respectivamente, o social e o individual. Essas são as essências desses posicionamentos. O homem, como a luz (mal comparando), tem dupla natureza. Não é onda e matéria, mas é individual e social ao mesmo tempo. Além disso, é frequente a valorização maior de uma dessas naturezas, e a maioria não nega o outro aspecto, mas vê um deles como principal, prevalente. Alguns extremistas escapam disso, querendo impor que o homem é somente social ou somente individual, mas isso não se sustenta (e estes, em geral, não querem muita conversa). Fato é que somos os dois simultaneamente, leão e formiga. As pessoas de centro podem parecer as mais certas (50% social, 50% individual), contudo a ciência não conseguiu ainda estabelecer as proporções de cada parte, daí a validade das distinções políticas quanto a isso. Importante, não estou considerando aqui os que pretendem eliminar os diferentes (nazistas, fascistas, etc.)
Bom, mas o tema era sobre a nomeação mais apropriada dessas posturas. Pois postulo que os de esquerda, em sua diversidade, sejam chamados de sócis (relativo a social); e os de direita, também em sua diversidade, de índis (relativo a individual). Que tal? Sócis e índis. Podemos conversar pacificamente? Eu sou sóci. E você?
terça-feira, 8 de fevereiro de 2022
Amor e vacina
Deus não salvou os 600.000 brasileiros que perderam a vida para o Covid. Sabe por quê? Porque, por definição, matéria não é o interesse maior Dele, e sim o amor. E o amor se manifesta socialmente através de políticas públicas corretas e que levam em conta o conhecimento humano. Se tivéssemos usado mais o amor, aí sim Ele teria dado uma forcinha. Mas muitos preferiram não se vacinar, não usar máscaras e seguir líderes materialistas, dos que gostam muito de dinheiro e são inclassificáveis no campo da ética, para dizer o mínimo. Agora ..., agora aproxime-se Dele de verdade. Escolha o amor.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
Por uma sociedade gostosa
Vou falar como um leigo. Nunca consegui gostar da palavra comunismo. Parece uma coisa pesada, formigada, com as pessoas de manhã, sisudas, na fila, esperando o pãozinho a que têm direito. Sei que isso é um estereótipo enfiado em minha cabeça pela Guerra Fria lá atrás, mas não consegui me desvencilhar dele, mesmo com alguém que admiro muito, como Oscar Niemeyer, ou Pablo Neruda , ter assumido essa posição. Mas da palavra socialismo, eu gosto. Parece leve, coisa de clube, sabe? Um ambiente agradável e pacífico, onde você tem direito à piscina, à biblioteca, aos esportes, à sauna, como todos os outros associados, e com muita liberdade. Penso também que ela não vem associada à eliminação do mercado e da propriedade privada, mas apenas de suas manifestações mais tóxicas. É isso, acho que o planeta Terra ficaria legal assim. Como um clube gostoso.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022
Penicilina social
Eu tenho uma quase convicção, a de que vivemos em um mundo anterior à descoberta da penicilina social. Creio que surgirá uma tecnologia social que eliminará a distância socioeconômica e a pobreza, como a penicilina fez com as infecções (Quem, antes dela, acreditava que haveria o fim das infecções?). E não falo aqui de revolução, esse procedimento arcaico, mas de alguma abordagem científica, talvez sociopsicanalítica. Já existem subsídios teóricos para isso, mas falta pavimentar o caminho para essa "penicilina".
Renda básica para os adolescentes!
Existe um bloqueio da inteligência para problemas sociais. Somos um pouco burros diante do coletivo. Por exemplo, em relação à ideia de renda básica, muitos acham que se trata de sustentar vagabundos; outros, que é o único modo de melhorar a vida dos mais pobres. Ou seja, ideias simplistas e reducionistas. Mas há visões bem interessantes entre esses dois extremos grosseiros, que nem são aventadas. Uma delas, de que gosto muito, é a de que a renda básica pode começar como um apoio para a entrada no mundo adulto dos formados no Fund. II - a formação cidadã. E iria até os 25 anos. Assim, todos esses recém-formados passarão a receber uma pequena quantia, digamos, 60 reais por mês. Ora, esse pouco será muito bem-vindo pelos adolescentes, pois poderão fazer algumas coisas boas e se sentirão mais incluídos (claro que aqui penso mais nos mais pobres, mas todos receberiam). Isso certamente terá também dois importantes aspectos positivos indiretos: melhorará o compromisso com os estudos básicos e diminuirá a pressão para a entrada na criminalidade dos mais desestruturados.
Viu? Não podemos ter uma renda básica mais inteligente?
domingo, 30 de janeiro de 2022
Exército light
O exército poderia ter uma estrutura mais enxuta. Apenas uma cúpula seria permanente. Abaixo dela, todos teriam um emprego normal e se rodiziariam no policiamento de fronteiras. Além disso, se reuniriam por dois ou três meses ao ano para treinamentos. Seria uma economia enorme.
O rico deseja o pobre?
Poucos com muito, muitos com pouco.
Por que isso é tão consistente, majoritário, imprescindível? Penso que há alguma motivação psíquica-profunda, não seria apenas consequência de sistemas econômicos. É como se houvesse um jogo mútuo de identidades.