terça-feira, 20 de novembro de 2012

Cem poemas bonitos do Brasil





25- Hino à Bandeira Nacional
                                                                 
                                                                              Letra: Olavo Bilac
                                                              Música: Francisco Braga


Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.



Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!


Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.


Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!



       Contemplando o teu vulto sagrado,
       Compreendemos o nosso dever;
       E o Brasil, por seus filhos amado,
       Poderoso e feliz há de ser.

       

       Recebe o afeto que se encerra
       Em nosso peito juvenil,
       Querido símbolo da terra,
       Da amada terra do Brasil!


       Sobre a imensa Nação Brasileira,
       Nos momentos de festa ou de dor,
       Paira sempre, sagrada bandeira,
       Pavilhão da Justiça e do Amor!


       Recebe o afeto que se encerra
       Em nosso peito juvenil,
       Querido símbolo da terra,
       Da amada terra do Brasil!



terça-feira, 13 de novembro de 2012

Cem poemas bonitos do Brasil



24- A maior riqueza do homem é a sua incompletude                                                                         

                                                                     Manoel de Barros


A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou - eu não aceito.
Não agüento ser apenas um
sujeito que abre
portas, que puxa válvulas,
que olha o relógio, que
compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas.



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

3 - Que palavra é esta?


Idéia sobre determinado elemento da realidade criada antes de se conhecer de fato esse elemento.
                                       
a)      preconceito
b)      oposição
c)      comentar
d)      determinado
e)      juventude


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Cem poemas bonitos do Brasil (haicai)



23- Os tristes
                                   Helena Kolody


Em seus caramujos,
os tristes sonham silêncios.
Que ausência os habita?





Pesquisa feita em:
Boa Companhia. Org. Guttilla, Rodolfo Witzig. São Paulo:  Companhia das letras, 2009. 

Cem poemas bonitos do Brasil (haicai)




22-  Pescaria
                                 Guilherme de Almeida


        Cochilo. Na linha
eu ponho a isca de um sonho.
     Pesco  uma estrelinha.





Pesquisa feita em:
Boa Companhia. Org. Guttilla, Rodolfo Witzig. São Paulo:  Companhia das letras, 2009. 

Cem poemas bonitos do Brasil (haicai)




21- Desolação
                               Cyro Armando Catta Preta


Fim de estrada. Só.
Sem espaço para os passos.
Adiante e atrás: pó.  



Pesquisa feita em:
Boa Companhia. Org. Guttilla, Rodolfo Witzig. São Paulo:  Companhia das letras, 2009. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

2ª Parte. Ideias simples sobre a matéria de Português para o vestibulinho das ETECs.





*Para formar os períodos, as orações se unem de duas maneiras: por coordenação ou por subordinação.

Coordenação significa que as orações unidas permanecem completas e independentes.  Uma não é parte da outra. 

Já na subordinação, uma é como parte da outra, são dependentes entre si.  Em geral, há uma oração básica (principal) e outras que representam partes dela.

Portanto, uma oração pode ser sujeito da principal, ou objeto (direto ou indireto), ou adjunto adnominal/complemento nominal da principal, ou ainda adjunto adverbial da principal.  


*Há cinco tipos de orações coordenadas:  1- Aditiva (que somente soma informação à primeira, 2- Adversativa (que é como uma “adversária”, uma opositora à ideia da primeira),  3- Conclusiva (que em geral representa uma conclusão a partir da primeira ou uma decorrência da primeira oração), 4- Explicativa (que representa uma explicação para a ideia da primeira), e, por fim, 
5- Alternativa (que representa uma opção à primeira oração).


Ex.1: Fiz a lição e li o jornal.

A primeira oração é: Fiz a lição.

A segunda é: e li o jornal (oração coordenada aditiva).  


Ex.2: Fiz a lição, mas não entendi nada.

A primeira oração é: Fiz a lição.

A segunda oração é: mas não entendi nada (oração coordenada adversativa).


Ex.3: Fiz a lição, por isso entendi tudo.

A primeira oração é: Fiz a lição.

A segunda oração é: por isso entendi tudo (oração coordenada conclusiva).


Ex.4: Entendi tudo, porque fiz a lição.

A primeira oração é: Entendi tudo.

A segunda oração é: porque fiz a lição (oração coordenada explicativa).


Ex.5: Faço a lição, ou leio o jornal.

A primeira oração é: Faço a lição.

A segunda oração é: ou leio o jornal (oração coordenada alternativa).


*você deve ter percebido que classificamos somente a segunda oração de cada período.  É assim mesmo.  A oração que vem com conjunção (a palavrinha em destaque) é a que recebe a classificação.  A outra, que não precisa necessariamente ser a primeira, é chamada de coordenada assindética (nome complicado, quer dizer sem conjunção).


*Aproveite para fixar bem mais dois conceitos importantes, muito úteis:

1- Conjunção:  palavra ou expressão que liga duas orações no período (mas, e pois, portanto, que, quando, se, etc.)  

2- Preposição: palavra ou expressão que liga outras palavras dentro de uma pequena frase ou oração (de, para, com, desde, sobre, etc.)


*Vamos à subordinação: 

Se a oração subordinada está no lugar do sujeito de outra oração (principal), ela se chamará Oração Subordinada Subjetiva.

Ex.:  Conhecer você foi ótimo.  Para saber qual é o sujeito, pergunte “quem?” ou “ o quê?” antes do verbo que fizer sentido.  O que foi ótimo?  Resposta: Conhecer você (sujeito).  Portanto:

A 1ª oração é: Conhecer você (oração subordinada subjetiva).

A 2ª oração é: foi ótimo (principal).


Se a oração subordinada está no lugar do objeto direto ou indireto, ela se chamará Oração Subordinada Objetiva Direta ou Indireta.

Ex.:  Comprou o que ela quis.  Para saber qual é o objeto direto, pergunte “quem?” ou “o quê?” depois do verbo que fizer sentido.  Comprou o quê? Resposta: o que ela quis (objeto direto).  Portanto:

1ª oração: Comprou (principal).

2ª oração: o que ela quis (oração subordinada objetiva direta).


Ex.: Nós gostamos do que você fez.  Para saber qual é o objeto indireto, pergunte “quem?” ou “o quê?” acompanhado de uma preposição (de, por, para, a, etc.) depois do verbo que fizer sentido.  Gostamos do quê?  Resposta: do que você fez (objeto indireto).  Portanto:

1ª oração: Nós gostamos (principal)

2ª oração: do que você fez (oração subordinada objetiva indireta).




terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ideias simples sobre a matéria de Português para o vestibulinho das ETECs. 1ª Parte.






*Oração é frase com verbo.


*Ordem direta da oração é a sequência sujeito-verbo-objeto (s-v-o) e complementos.

Para saber qual é o sujeito, pergunte antes do verbo “O quê?“ ou “Quem?”.

Ex.:  O médico operou o paciente.  Quem operou?  O médico (sujeito).

Para saber qual é o objeto direto, pergunte depois do verbo “O quê?” ou “Quem?”.

Ex.:  Operou quem?  O paciente (objeto direto).

Para objeto indireto, a pergunta depois do verbo contém uma preposição como “de que?”, “de quem?”, “a que?”, “a quem”, etc.

Ex.:  Ele ofereceu a ela.  Ofereceu a quem?  A ela (objeto indireto).


*A frase acima está na ordem direta s-v-o.  Se colocarmos, p. ex., o objeto no início, teremos quebra de ordem direta, ou ordem inversa.

Ex.:  O paciente, o médico operou.

De quebra, aprendemos aqui o uso principal da vírgula: indicar que houve rompimento da ordem direta. Ou por inversão ou por introdução de comentários, explicações (apostos) na oração.

Ex. do segundo caso:  Ele, o melhor do time, fez o gol. 

Ele fez o gol é a oração em s-v-o.  Entre o sujeito e o verbo foi introduzida uma explicação (aposto), entre duas vírgulas.  Ou seja, a vírgula acontece onde existe uma ruptura da ordem direta da oração. 

Mas a vírgula também é usada nos períodos.

Período é um tipo de frase especial.  Ela pode conter mais de uma oração.  Se acontecer isso, chamamos de período composto.

Ex.: Eu vou lá, pois é necessário.

A primeira oração é: Eu vou lá (verbo ir).

A segunda oração é: pois é necessário (verbo ser).

Então, a vírgula é usada para indicar que uma oração acabou e outra vai começar, isso dentro de um período.  Ou seja, indica término de uma ordem direta e começo de outra.   

Mas, enfim, por que é importante sinalizar com vírgula essas rupturas?  Porque, por ex., se o leitor já leu um sujeito e uma forma verbal, ele estará esperando ler um objeto ou complemento em ordem direta.  Porém, o que vem depois é outra coisa (um aposto ou outra oração).  Isso o confundirá e o obrigará a reler o trecho para entender.  Concorda que isso atrapalha a leitura?  Por isso aparece uma vírgula indicando que ali há uma ruptura da ordem direta.


*A forma como o verbo representa a ação na oração recebe o nome de voz.  E são três tipos: voz ativa, voz passiva e voz reflexiva.

Na voz ativa, o verbo representa uma ação produzida , causada pelo sujeito.

Ex.: O médico operou o paciente.

Aqui o sujeito produziu a operação.  Verbo na voz ativa, portanto.

Na voz passiva, o verbo representa a ação que o sujeito sofre ou recebe.

Ex.: O paciente foi operado pelo médico.

O sujeito aqui é o paciente (pergunte “Quem?” antes do verbo) e é claro que ele sofreu a ação do médico.  Verbo na voz passiva, portanto.

Por fim, na voz reflexiva (pense no espelho, que faz retornar a imagem para a pessoa que se  vê nele), o verbo representa  uma ação que é praticada pelo sujeito e sofrida/recebida pelo mesmo sujeito.

Ex.:  O médico se cortou.

O sujeito é o médico.  Ele produziu a ação e, ao mesmo tempo, sofreu essa ação.  Voz reflexiva do verbo, portanto.




domingo, 30 de setembro de 2012

Cem poemas bonitos do Brasil




20 - Os poemas
                                      Mario Quintana


Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...




domingo, 16 de setembro de 2012

Cem poemas bonitos do Brasil


             
                                   
19 - Canção do exílio
                                                         

                                                            Gonçalves Dias


Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Cem poemas bonitos do Brasil



18 - Samba e amor
                                           Chico Buarque

Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
Escuto a correria da cidade, que arde
E apressa o dia de amanhã
De madrugada a gente 'inda se ama
E a fábrica começa a buzinar
O trânsito contorna a nossa cama, reclama
Do nosso eterno espreguiçar
No colo da bem vinda companheira
No corpo do bendito violão
Eu faço samba e amor a noite inteira
Não tenho a quem prestar satisfação
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito mais o que fazer
Escuto a correria da cidade. Que alarde!
Será que é tão difícil amanhecer?
Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O professor do pobre

                                                                       

Por que o professor do pobre não pode ter altivez?
Porque se for assim, o pobre aprenderá a ser altivo.

Por que o professor do pobre não pode ter dignidade? 
Porque se for assim, o pobre aprenderá a ser digno.

Por que o professor do pobre não pode ser endinheirado? 
Porque se for assim, o pobre aprenderá que é possível ganhar bastante dinheiro, trabalhando honestamente.

Por que o professor do pobre não pode ter bastante tempo para pensar e se preparar? 
Por que se for assim, o pobre aprenderá a pensar e será muito mais capaz.

Por que o professor do pobre não pode ser contente?
Porque se ele for contente, ensinará ao pobre que o trabalho não precisa ser massacrante.

Por que o professor do pobre não pode ter autonomia?  
Porque se for assim, o pobre aprenderá o valor da independência.

Mas por que o pobre não pode aprender todas essas coisas?  
Porque se isso acontecer, a sociedade será outra, muito melhor.

E por que isso não seria bom?  
Porque se a sociedade fosse outra, melhor, os dirigentes da sociedade também seriam outros.  Entendeu? 

Termino por aqui, mas com uma pergunta que pode incomodar:

Será que nós, profundamente, verdadeiramente, queremos mesmo essa outra sociedade melhor?  

Responder olhando para um espelho.

                                                                                    
                                                                                                     Humberto Cosentine
   

  


sábado, 21 de julho de 2012

Sobre o atirador de Aurora



Há uns quinze anos, escrevi uma série de textos ("Algumas idéias para um país interessante" - Ed. Baraúna) sobre a forte influência dos filmes de violência explícita nas pessoas mais desequilibradas, mas pouca gente levou essa hipótese a sério.    


19- PROGRAMAÇÃO INVOLUNTÁRIA PARA A VIOLÊNCIA

            Somos escravos do impulso de observar cenas de incêndios, enchentes, outras tragédias, violência entre seres humanos com tiros, facadas, torturas, etc, simplesmente porque o instinto de sobrevivência exige. O objetivo desse mecanismo é: evitar que também sejamos aniquilados pelas situações citadas. Instintivamente olhamos para um acidente grave automobilístico e não conseguimos deixar de olhar, mesmo quando racionalmente sabemos que as vítimas já foram socorridas e outras providências foram tomadas, porque o animal que há em nós, quer se certificar de que não há mais perigo para ele, que a situação já está terminada, ou seja, não pode progredir a ponto de envolver-nos também. O mesmo se aplica para nossa relação com cenas de violência na TV, no cinema e na vida real. Excetuando-se pessoas que conseguem estabelecer uma mediação racional bastante forte entre seus impulsos nesse campo e a concretização dos mesmos, a maioria das pessoas e principalmente aquelas que viveram em meio a muitas sensações de perigo (família desestruturada, ambiente violento, miséria, neurose, etc.), praticamente não conseguem deixar de olhar essas cenas. Trata-se de um fenômeno que chamarei de atenção instintiva.
            Ora, é fácil concluir que se se pretender fazer um filme com relativamente poucos recursos e que dê um bom público, ou com muitos recursos e garantia de bom público, a receita será colocar muitas cenas de violência (ou catástrofes) e violência a mais sangrenta possível e, ainda, de preferência contra ou entre seres humanos e em ambiente realista. A atenção instintiva assim gerada aumentará em muito a garantia de um bom público.
            É sabido que nossa mente pode ser programada, em muitos aspectos, como se fosse um computador. No caso do cérebro, para que ele aceite uma programação, é preciso: 1- que a pessoa a queira, 2- que a programação ocorra com base em exposição prolongada com muita repetição ou com exposição especial, envolvendo estados alterados de consciência.
            Pensemos na violência presente na TV e no cinema. Milhares de tiros, facadas e torturas várias numa freqüência crescente, são assistidos todos os dias pelos espectadores. Passados uns dez anos de exposição, e se pensarmos em crianças e adolescentes em fase de definição de personalidade, é muito possível que tenha ocorrido uma programação, embora informal, para a violência sangrenta, para a violência de aniquilação do outro. Porque as cenas de violência com tiros, facadas e torturas, quebras de pescoço, etc., ao serem absorvidas pelas pessoas nessa quantidade e freqüência, dia após dia, ficam gravadas profundamente, além disso, levam a uma habituação a esses atos, que deixam de ser raros em nossa consciência, surpreendentes, apavorantes, e enfim, passam a estar na ordem do dia. Aqui vai uma afirmação muito ousada pois ainda não totalmente demonstrada em laboratórios de Psicologia: a de que uma pessoa com tamanho repertório audiovisual de violência sangrenta, se for envolvida em uma situação de conflito com outras pessoas, apresenta muito mais probabilidade de, no momento de agir, substituir o impulso de socar pelo de atirar, substituir a idéia de chamar uma autoridade policial pela idéia de matar seu inimigo, trocar um empurrão do tipo “deixe-me em paz”, por pegar a cabeça do oponente e golpeá-la na quina de uma mesa. E se estiver dando uma “gravata” no oponente, por que não completar com aquela torção tão elegante que com freqüência é mostrada nos filmes, a qual vem sempre acompanhada de um “clic” de pescoço quebrado?
            Acredito que essa possibilidade aumenta muito mesmo e, se isso for verdade, é possível que os crimes sangrentos estejam ocorrendo em nossa sociedade numa quantidade muitíssimo maior do que ocorreriam caso nossa cultura não efetuasse a programação para a violência já descrita.
            Mas uma programação desse tipo só pode ocorrer se as pessoas participarem intensamente do processo, em suma, se elas quiserem. Isso quer dizer então que elas querem a violência sangrenta, uma vez que os filmes de violência dão boas audiências de TV e boas bilheterias de cinema?
            Como vimos no início, as pessoas não exatamente querem assistir mas são quase que obrigadas a isso por força dos instintos de sobrevivência e segurança (o fenômeno da atenção instintiva). Então essas cenas são muito atraentes, então essas cenas dão lucro, então elas ocorrem com freqüência cada vez maior nas telas, então nossas mentes ficam cada vez mais impregnadas de alta violência, então ocorre a programação para a violência, então um número aumentado de pessoas comete atos graves de violência física. Assim, fecha-se perfeitamente o esquema de programação neurolingüística involuntária para a alta violência.
            Acreditem, foi sem querer.



quarta-feira, 11 de julho de 2012

Frases minhas do Face -1






*  Não acredito em terrorismo do bem, a serviço de uma causa humanista. Quem planeja a morte de seres humanos, gosta de matar seres humanos.

 

*  A revolução brasileira será colocar a escola de pé, luxuosamente de pé. 



*  Acho que a gente começa a ficar bem na vida quando sente uma gostosura danada só de levar a gente mesma para tomar um lanche... 



*  Quando o brasileiro tomar o Brasil para si, teremos por aqui muitas coisas legais como, por exemplo, linhas de trens que passarão por todas as regiões e belezas do país, com vagões para refeitórios, amplos dormitórios, áreas de convivência... ; tudo muito confortável e acessível a todos, para que, pelo menos uma vez na vida, qualquer um de nós possa conhecer inteiramente o seu próprio país.    Mas para isso, brasileiro, você precisa tomar o Brasil para si. 



*  A vida é esta.



terça-feira, 10 de julho de 2012

Amor público



                                                                       

Para termos um mundo verdadeiramente humano, precisamos desenvolver o que chamo de amor público.No dia em que nós pegarmos um regadorzinho e formos até a praça pública mais próxima a fim de nutrir carinhosamente uma flor ressequida, com o mesmo ou quase o mesmo amor que colocamos no ato de pegar o nosso bebê e o levarmos para a mãe amamentar, o mundo terá encontrado o seu caminho verdadeiro.

No dia em que prepararmos um prato de comida bem caprichado e o levarmos até o mendigo largado na calçada, dizendo a ele: “Olha, eu sei que nossa comida não vai resolver o seu problema, mas gostaria muito que você a aceitasse, porque ela está gostosa demais e foi feita com muito carinho. Experimenta!” E se, enquanto ele comer, ficarmos ali, conversando tranquilamente, fazendo desse momento algo especial, humano, inesquecível para ele (e para nós), então o mundo terá começado o seu caminho verdadeiramente humano, que inclui o amor público.


Mas, fala sério, a gente não aguenta nem reunião de condomínio!