Quem já participou de discussões sobre educação com especialistas sabe que elas começam com um cipoal de perguntas e terminam com mais um cipoal de perguntas. Fica parecendo que não sabemos nada , nem o que propor. Mas acredito ter encontrado uma coisinha pertinente. É possível que, no afã de estimular o protagonismo do estudante, tenhamos destruído o espaço necessário para a expressão complexa do professor. Enfim, desvalorizamos muito o momento expositivo do professor, o que causou um aumento da confusão e da superficialização na sala de aula. Mas a participação do aluno é bem-vinda, na produção de conhecimento e no apredizado da aplicação do conhecimento. Porém, há detalhamentos minuciosos que precisam da exposição mais contínua do professor. Querem uma quase prova? Por que é tão comum jovens afirmarem que só aprenderam mesmo no cursinho? Sem desconsiderar a motivação alta dos alunos e o inegável talento dos professores para manter o gosto pelas aulas, se filmarmos um dia inteiro de aulas de cursinho, constataremos que há longos períodos de silêncio profundo em que o professor explica detalhadamente a matéria ou o exercício. Talvez então seja o caso de resgatar esses períodos na escola normal, talvez definindo aulas mais curtas que seriam caracterizadas pela exposição do professor. O que vocês acham disso?
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