A forma que nós brasileiros comentamos a seleção brasileira revela nossa condição de colonizados que não suportam o fato de que, no futebol, contrariamos a "lógica" do colonizador superior e isso por quase 100 anos! Somos os melhores no futebol por todo esse tempo. Hoje, o mundo todo imita o melhor futebol brasileiro, com passes sutis e dribles em profusão. Ensinamos também a formar times multiétnicos - até os anos 70/80, os times europeus só tinham brancos. Fingimos não ver que os jogadores brasileiros são os mais desejados no mundo todo. Cada vez mais, há brasileiros naturalizados nas outras seleções. Mas isso não gera prazer e orgulho em nós, e sim raiva. E essa vontade de ser inferior explode diante de um eventual mau resultado de nossa seleção. Jogamos contra o time considerado mais preparado para a Copa de 2026, a França. É um time todo certinho, mas sem sangue, não vão ganhar nada. E jogamos sem 4 titulares. Perdemos de apenas 2x1 e poderíamos empatar. Precisaram fazer falta de expulsão porque o Brasil reagiu firme e ia fazer o gol. Martinelli , Vini, Bremmer quase fizeram seus gols, por muitíssimo pouco mesmo. Agora tentem se lembrar , vocês viram algum francês passar pelo seu marcador umas 5 vezes como fez o Luís Henrique? Vocês conhecem Endrick, Estêvão, Ryan , Neymar? Sabem que a falta de entrosamento será facilmente corrigida nos meses de treinamento para a Copa? São cientes do fato de que toda vez que o Brasil foi campeão , foi para a Copa completamente desacreditado? E que toda vez que foi como favorito não ganhou, porque essa condição é sentida como insuportável por quem só aceita ser inferior, por isso boicota-se inconscientemente até perder? Brasileiros, tenham um pouco de vergonha na cara e aceitem que vocês ainda são os melhores do mundo no futebol. Façam isso ao menos por seus filhos e netos. Sim senhores, somos fortíssimos candidatos ao Hexa!
sábado, 28 de março de 2026
quinta-feira, 19 de março de 2026
Aulas mais expositivas e aulas de participação
Quem já participou de discussões sobre educação com especialistas sabe que elas começam com um cipoal de perguntas e terminam com mais um cipoal de perguntas. Fica parecendo que não sabemos nada , nem o que propor. Mas acredito ter encontrado uma coisinha pertinente. É possível que, no afã de estimular o protagonismo do estudante, tenhamos destruído o espaço necessário para a expressão complexa do professor. Enfim, desvalorizamos muito o momento expositivo do professor, o que causou um aumento da confusão e da superficialização na sala de aula. Mas a participação do aluno é bem-vinda, na produção de conhecimento e no apredizado da aplicação do conhecimento. Porém, há detalhamentos minuciosos que precisam da exposição mais contínua do professor. Querem uma quase prova? Por que é tão comum jovens afirmarem que só aprenderam mesmo no cursinho? Sem desconsiderar a motivação alta dos alunos e o inegável talento dos professores para manter o gosto pelas aulas, se filmarmos um dia inteiro de aulas de cursinho, constataremos que há longos períodos de silêncio profundo em que o professor explica detalhadamente a matéria ou o exercício. Talvez então seja o caso de resgatar esses períodos na escola normal, talvez definindo aulas mais curtas que seriam caracterizadas pela exposição do professor. O que vocês acham disso?