terça-feira, 21 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
Cem poemas bonitos do Brasil
31- Disparada
de Geraldo Vandré e Theo de Barros
I
Prepare o seu coração
Prás coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
E posso não lhe agradar…
II
Aprendi a dizer não
Ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo
A morte, o destino, tudo
Estava fora do lugar
Eu vivo prá consertar…
III
Na boiada já fui boi
Mas um dia me montei
Não por um motivo meu
Ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse
Porém por necessidade
Do dono de uma boiada
Cujo vaqueiro morreu…
IV
Boiadeiro muito tempo
Laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente
Pela vida segurei
Seguia como num sonho
E boiadeiro era um rei…
V
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei…
VI
Então não pude seguir
Valente em lugar tenente
E dono de gado e gente
Porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente…
VII
Se você não concordar
Não posso me desculpar
Não canto prá enganar
Vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado
Vou cantar noutro lugar
VIII
Na boiada já fui boi
Boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse
Por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu
Querer mais longe que eu
IX
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei
Agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte
Num reino que não tem rei
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Cem poemas bonitos do Brasil
30 - a lua no cinema
Paulo Leminski
A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.
Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!
Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava para ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.
A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
- Amanheça, por favor!
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Cem poemas bonitos do Brasil
29 - Bem no fundo
Paulo Leminski
No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Frases minhas do Face - 2
* Quando estiver vivendo um bom momento, não pense que ele vai acabar, pense que ele está existindo.
* Proponho um sistema que proteja as crianças das loucuras dos adultos. Nos EUA e orientais, é o sucesso a qualquer custo; em países governados pela religião, há a imposição fanática que sempre acaba em guerra ou em comportamentos excruciantes; quanto a países de corruptos como o nosso, as crianças são simplesmente abandonadas. E há muitas outras loucuras adultas sendo impostas às crianças pelo mundo afora. Como as crianças dependem dos adultos mais próximos, torna-se necessário um sistema poderoso que possa impedir ou minimizar tudo isso.
* Até hoje, todas revoluções foram absorvidas pelo sistema. Que a próxima revolução absorva o sistema!
* O socialismo será implementado quando der lucro.
* E se a gente fosse para uma rua, em grande grupo, e a limpasse completamente, com todo o cuidado que reservamos aos espaços internos de nossas casas? Não seria um ato político bacana?
domingo, 6 de janeiro de 2013
Escola
Esse assunto me
fascina, mas também entristece porque é muito difícil de resolver. No intuito de produzir algum esclarecimento
útil, vou tentar abordá-lo por um ângulo mais especificamente educacional, e não
pelo ângulo costumeiro que localiza sua crise como um interesse político
reacionário (desejo de manter as pessoas na ignorância para melhor controlá-las).
Há mais ou menos quarenta anos, a
escola (ótima para os oito alunos de cada classe que conseguiam se formar no
ginásio), na tentativa de ser menos repressora e excludente, procurou criar
técnicas que ensinassem mais a quem aprendia pouco, ou, o que é quase a mesma
coisa, que ensinassem a quem não queria aprender. Passado esse tempo, o saldo é o pior
possível, pois quem não quer aprender continua igual; e quem quer, sente-se como
que relegado a um injusto segundo plano.
Com isso, até mesmo esses últimos (com raríssimas exceções) ficam muito despreparados,
abaixo de seus respectivos potenciais.
Nesse ínterim e nesse sentido,
foram desenvolvidos e aplicados monstrengos teóricos como o “construtivismo”,
que basicamente coloca uma ênfase absurda na construção do conceito por parte
do aprendiz – aquele processo de aulas divertidas que termina com o aluno
dizendo “Entendi!” – mas que despreza completamente outras etapas fundamentais,
as quais envolvem treinamento, como a de ensinar o aluno a aplicar esses conceitos
e, a mais importante, de ensiná-lo a aplicá-los bem e em um tempo socialmente
hábil (não adianta o médico saber como é
a operação, ou precisar de 30 dias para fazê-la com qualidade, é necessário que a faça bem e em tempo
aceitável).
Enfim, estacionando os alunos na
fase do “Entendi!”, não permitimos que sua ação fosse enriquecida pelo “conhecimento” adquirido.
A solução: para ensinar os que
não querem aprender, ou que aprendem pouco, o caminho é levar em conta o que já
se sabe sobre as várias inteligências humanas, para assim procurar e ensinar
mais o que cada um quer mais aprender. E
ensinar completamente, vale dizer, passando por todas as etapas referidas aqui.
O ser humano é diverso, plural e precisa
de treinamento para integrar o conhecimento à sua realidade; portanto, que as
escolas sejam assim também. Escolas
multifacetadas e treinadoras.
Humberto Cosentine
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
E se nós começássemos pedindo desculpas?
Discurso
de arrependimento de nossos poderosos.
Queremos
pedir desculpas.
Desculpas
por termos forjado o governo Collor...
Desculpas
pela destruição do ensino público básico...
Desculpas
pela universidade gratuita ser para os ricos...
Desculpas
por não aprovarmos logo a renda de cidadania,
que
acabaria com a miséria absoluta...
Desculpas
por deixarmos passar na TV milhares de cenas de violência explícita
enquanto
as crianças ainda estão acordadas...
Desculpas
igualmente pelas cenas de sexo na TV...
Desculpas
por respeitarmos interesses excusos em troca de dinheiro depositado
em
nossas contas no exterior...
Desculpas
pelo fato dos ricos criminosos nunca cumprirem penas de prisão para valer...
Desculpas
por permitirmos propaganda de
cigarro e bebida alcoólica, além do mais,
propositalmente
atraentes para as crianças...
Desculpas
pela TV não estar obrigada a incluir crítica independente a seus programas,
propagandas
e respectivos produtos...
Desculpas
por saborearmos guloseimas a todo momento,
enquanto
suas crianças sentem fome...
Desculpas
por não exigirmos que os piores criminosos trabalhem na cadeia...
Desculpas
por deixarmos a violência assolar o país inteiro,
enquanto
blindamos nossos carros...
Desculpas
por termos cuidado primeiramente dos direitos humanos dos criminosos,
e
não dos direitos da pessoas pobres honestas...
Desculpas
por não termos vendido muito antes a energia do álcool ao mundo...
Desculpas
por impedirmos que as escolas públicas se tornem centros de lazer e cultura
nos
finais de semana...
Desculpas
por utilizarmos sistematicamente os nossos inteligentes de Oxford,
Harvard,
Sorbonne e congêneres para projetar e manter, milimetricamente,
o
distanciamento social entre nós e vocês...
Desculpas
por não sentirmos carinho genuíno nem ao menos por suas criancinhas,
quanto
mais por vocês...
Desculpas
por não valorizarmos a sua cultura da alegria como antídoto
para
a cultura da violência...
Desculpas
por desapropriarmos com facilidade quarteirões inteiros
para
construirmos viadutos, avenidas e metrôs,
qualquer
coisa que permita superfaturamento,
mas
nunca fazermos o mesmo para construirmos muitas quadras esportivas
na periferia violenta...
Desculpas
por não nos sentirmos parte de vocês...
Enfim,
será que se nós pedirmos todas essas desculpas (e outras ainda),
vocês
nos perdoarão e concordarão, claro que após as devidas reparações,
em
construir conosco uma nação de verdade?
domingo, 30 de dezembro de 2012
Cem poemas bonitos do Brasil
28- Luar do sertão
Catulo da Paixão Cearense
e João Pernambuco
e João Pernambuco
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Ó, que saudade
Do luar da minha terra
Lá na serra branquejando
Folhas secas pelo chão
Esse luar cá da cidade
Tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão
Não há, ó gente, ó,
não
Luar como esse do sertão
Se a lua nasce
Por
detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata
Prateando a solidão
E a gente pega
Na viola que ponteia
E a canção é a lua cheia
A nos nascer no coração
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Coisa mais bela
Neste mundo não existe
Do que ouvir-se um galo triste
No sertão se faz luar
Parece até que alma da lua
É que descanta
Escondida na garganta
Desse galo a soluçar
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Ah, quem me dera
Eu morresse lá na serra
Abraçado a minha terra
E dormindo de uma vez
Ser enterrado
Numa grota pequenina
Onde à tarde a sururina
Chora a sua viuvez
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão (2x)
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Ó, que saudadeDo luar da minha terra
Lá na serra branquejando
Folhas secas pelo chão
Esse luar cá da cidade
Tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão
Não há, ó gente, ó,
não
Luar como esse do sertão
Se a lua nasce
Por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata
Prateando a solidão
E a gente pega
Na viola que ponteia
E a canção é a lua cheia
A nos nascer no coração
Por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata
Prateando a solidão
E a gente pega
Na viola que ponteia
E a canção é a lua cheia
A nos nascer no coração
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Luar como esse do sertão
Coisa mais bela
Neste mundo não existe
Do que ouvir-se um galo triste
No sertão se faz luar
Parece até que alma da lua
É que descanta
Escondida na garganta
Desse galo a soluçar
Neste mundo não existe
Do que ouvir-se um galo triste
No sertão se faz luar
Parece até que alma da lua
É que descanta
Escondida na garganta
Desse galo a soluçar
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Ah, quem me dera
Eu morresse lá na serra
Abraçado a minha terra
E dormindo de uma vez
Ser enterrado
Numa grota pequenina
Onde à tarde a sururina
Chora a sua viuvez
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão (2x)
Eu morresse lá na serra
Abraçado a minha terra
E dormindo de uma vez
Ser enterrado
Numa grota pequenina
Onde à tarde a sururina
Chora a sua viuvez
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão (2x)
Cem poemas bonitos do Brasil
27- Tecendo a Manhã
João Cabral de Melo Neto
Um galo sozinho não tece a manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro: de outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzam
os fios de sol de seus gritos de galo
para que a manhã, desde uma tela tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Nós e vocês
Humberto
Cosentine
Nós temos a música,
vocês têm a guerra,
Quando nos reunimos com
nossos amigos argentinos,
cantamos juntos canções
das duas culturas e ficamos felizes.
Por que então desejamos a
morte deles,
ao jogarmos futebol com
eles?
Vocês têm a guerra,
nós temos a música.
Odiamos os norte-americanos
pela submissão que impõem a
muitos povos,
mas amamos profundamente
Elvis, Bob Dylan, Michel
Jackson e tantos novos.
Nós temos a música,
vocês têm a guerra.
Nos entusiasmamos com a
beleza alegre e vital
das músicas fortemente percussivas dos africanos,
das músicas fortemente percussivas dos africanos,
no entanto, a todo
instante, no mundo inteiro, eles são relegados a um
plano inferior,
somente pela cor de sua
pele.
Vocês têm a guerra,
nós temos a música.
Ninguém gosta da
arrogância dos europeus,
e de como colonizaram o
mundo inteiro,
isso sem falar das suas
recentes tentativas de destruir o gênero humano.
Todavia, como nos beneficiamos
da beleza infindável e profunda da música clássica!
Nós temos a música,
vocês têm a guerra.
Precisamos muito de todas
as vertentes da música dos povos orientais
para desenvolvermos
meditação, harmonia, serenidade e até iluminação.
Por outro lado, assusta
ver como eles parecem ser capazes de sugar friamente,
até a exaustão,
até a exaustão,
todos os recursos do resto
do Planeta, para garantirem sua própria sobrevivência.
Vocês têm a guerra,
nós temos a música.
Vemos os povos primitivos
de qualquer parte como um peso para a humanidade
e agimos no sentido de
simplesmente eliminá-los,
porém, seus cantos sutis e
hipnotizantes,
sempre acompanhados de
movimentos sincrônicos que valorizam o coletivo
e a natureza,
e a natureza,
auxiliam- nos a aceitar
nossa condição de seres sociais e nossa ligação íntima
com a Terra.
com a Terra.
Nós temos a música.
Mas quem são vocês?
sábado, 1 de dezembro de 2012
Textos bonitos.
1 - Eu me pergunto por que as coisas são como são
Christer Carter Koski
Durante meu primeiro ano no segundo grau, o Sr.
Reynolds, meu professor de Inglês, entregou a cada aluno uma lista de
pensamentos e declarações escrita por outros alunos e, em seguida, nos passou
um dever de redação baseado num daqueles pensamentos. Com dezessete anos, eu estava começando a pensar a respeito de muitas coisas,
por isso escolhi a declaração: "Eu me pergunto por que as coisas são como
são."Naquela noite, escrevi, em formato de narrativa, todas as perguntas que me
deixavam confusa acerca da vida. Percebi que muitas delas eram difíceis de
responder e que talvez outras não pudessem ser respondidas de forma alguma. Quando entreguei o trabalho, estava com medo de me sair mal porque não tinha
dado uma resposta à questão "Eu me pergunto por que as coisas são como
são". Eu não tinha resposta. Só tinha escrito perguntas.No dia seguinte, o Sr. Reynolds me chamou junto ao quadro-negro e pediu que eu
lesse minha declaração para os outros alunos. Entregou-me o trabalho e
sentou-se no fundo da sala. A turma ficou em silêncio quando comecei a ler:
"Mamãe, papai... por quê?
Mamãe, por que as rosas são vermelhas? Mamãe, por que a grama é verde e o céu é
azul. Por que a aranha tem uma teia e não uma casa? Papai, por que eu não posso
brincar com sua caixa de ferramentas? Professor, por que eu tenho que ler? Mamãe, por que não posso usar batom para ir ao baile? Papai, por que não posso
ficar na rua até meia-noite? Os outros garotos ficam. Mamãe, por que você me odeia? Papai, por que as outras crianças não gostam de mim? Por que tenho que ser tão
magra? Por que tenho que usar óculos e aparelho nos dentes? Por que tenho que
ter dezesseis anos? Mamãe, por que tenho que me formar? Papai, por que tenho que crescer? Mamãe,
papai, por que tenho que ir embora? Mamãe, por que você não escreve com mais
freqüência? Papai, por que tenho saudades dos meus velhos amigos? Papai, por que você me
ama tanto? Papai, por que você me mima? Sua garotinha está crescendo. Mamãe,
por que você não me visita? Mamãe, por que é tão difícil fazer novos amigos?
Papai, por que tenho saudades de casa? Papai, por que meu coração dispara quando ele olha nos meus olhos? Mamãe, por
que minhas pernas tremem quando eu ouço a voz dele? Mamãe, por que estar
apaixonada é a melhor sensação do mundo? Papai, por que você não gosta de ser chamado de "vovô"? Mamãe, por
que os dedinhos do meu bebê se agarram com tanta força aos meus? Mamãe, por que eles têm que crescer? Papai, por que eles têm que ir embora? Por
que eu tenho que ser chamada de "vovó"? Mamãe, papai, por que vocês
tiveram que me deixar? Eu preciso de vocês. Por que a minha juventude passou por mim? Por que meu rosto mostra todos os
sorrisos que eu já dei a um amigo ou a um estranho? Por que meu cabelo brilha
com um tom prateado? Por que minhas mãos tremem quando me abaixo para pegar uma
flor? Por que, Deus, as rosas são vermelhas?"
Quando terminei minha história, meus olhos se encontraram com os olhos do Sr.
Reynolds e eu vi uma lágrima correndo lentamente no seu rosto. Foi então que
percebi que a vida nem sempre é baseada nas respostas que recebemos, mas também
nas perguntas que fazemos.
sábado, 24 de novembro de 2012
Cem poemas bonitos do Brasil
26- As palavras
Vanessa da Mata
As palavras saem quase sem querer
Rezam por nós dois
Tome conta do que vai dizer
Elas estão dentro dos meus olhos
Da minha boca, dos meus ombros.
Se quiser ouvir
É fácil perceber
Não me acerte
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem
E não ser meu mal
Reabilite o meu coração
Tentei
Rasguei sua alma e pus no fogo
Não assoprei
Não relutei
Os buracos que eu cavei
Não quis rever
Mas o amargo delas resvalou em mim
Não me deu direito de viver em paz
Estou aqui pra te pedir perdão
As palavras fogem
Se você deixar
O impacto é grande demais
Cidades inteiras nascem a partir daí
Violentam, enlouquecem, ou me fazem dormir
Adoecem, curam ou me dão limites
Vá com carinho no que vai dizer
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Cem poemas bonitos do Brasil
25- Hino à Bandeira Nacional
Letra: Olavo Bilac
Música: Francisco Braga
Música: Francisco Braga
Salve, lindo pendão da esperança, Salve, símbolo augusto da paz! Tua nobre presença à lembrança A grandeza da Pátria nos traz. Recebe o afeto que se encerra Em nosso peito juvenil, Querido símbolo da terra, Da amada terra do Brasil! Em teu seio formoso retratas Este céu de puríssimo azul, A verdura sem par destas matas, E o esplendor do Cruzeiro do Sul. Recebe o afeto que se encerra Em nosso peito juvenil, Querido símbolo da terra, Da amada terra do Brasil! |
Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever;E o Brasil, por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser.
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira,
Pavilhão da Justiça e do Amor!
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Cem poemas bonitos do Brasil
24- A maior riqueza do homem é a sua incompletude
Manoel de Barros
A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou - eu não aceito.
Não agüento ser apenas um
sujeito que abre
portas, que puxa válvulas,
que olha o relógio, que
compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas.
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou - eu não aceito.
Não agüento ser apenas um
sujeito que abre
portas, que puxa válvulas,
que olha o relógio, que
compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
3 - Que palavra é esta?
Idéia sobre determinado elemento da realidade criada antes de se conhecer de fato esse elemento.
a) preconceito
b) oposição
c) comentar
d) determinado
e) juventude
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