sábado, 29 de novembro de 2025

Uma escola assim

 Escola é um assunto difícil. E os pedagogos têm uma grande virtude e um grande defeito. A virtude é elaborar muitas perguntas na abordagem do tema e isso é essencial para a ciência. O defeito é quase sempre ficar só nas perguntas. Precisamos de mais respostas.  Algumas de que gosto:  o grande psiquiatra Gaiarsa disse uma vez que a escola deveria igualmente tratar das três partes do ser humano - a mente, o coração e o corpo. Ponto para ele. Já pensou uma escola que tivesse uma grade com um terço de atividades corporais e apenas um terço de atividades para a cabeça, com as aulas mais convencionais de sala de aula?  Outro ponto importante, que retiro dos estudos de superdotação e das várias inteligências, é que toda criança tem que ter o direito, o tempo e o espaço para aprofundar em um determinado interesse, assunto ou matéria, em qualquer das múltiplas inteligências, porque esta  é uma propensão natural e comum. Além disso, há que deixar os professores decidirem como será a integração dos neurodivergentes, pois serão eles que a conduzirão . É complexo? É, mas, pelo menos, começamos aqui com respostas claras e possivelmente consistentes.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Nazistas da boca pra dentro

 O nazismo é uma construção histórica, mas dentro dele há algo bem mais antigo, antropológico, psicossocial, relacionado ao tempo dos caçadores-coletores nômades, pois que tendiam a deixar para trás os doentes ou feridos gravemente (como os alpinistas ainda fazem). Ou seja, o princípio seletivo que embasa o nazismo vem de longe. E aqui vai a má noticia: está em todos nós, em doses variadas. Sim, eu também sou veemente ao afirmar minha postura contrária a qualquer exclusão seletiva, porém o nosso interior (Freud) é complexo, traz emanações inconscientes do passado profundo. Por isso, para vencermos os nazismos, a solução não é apenas afirmar a plenos pulmões nossa condenação a esses horrores, e colocar na cadeia seus agentes,  mas também olhar para dentro, vigiar e controlar.

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Meninos, eu vi.

 É preciso atenção com os meninos. Hoje, as meninas são estimuladas pelos pais a estudar para não depender de ninguém.  Mas os meninos, que ainda carregam fortemente a mensagem antropológica de que eles devem cuidar do sustento da família (quem deve pagar as despesas?), são estimulados a quê? A estudar bastante para não dependerem de ninguém? Não, porque isso é pressuposto para eles. . Assim, eles estão se sentindo abandonados, sem rumo, pois ainda estão tomados pelo antigo destino de proverem a família, enquanto a mulher cuidaria da prole. Então o que se vê nas escolas é meninas estudando muito mais dos que os meninos. É um problema social enorme. Pense nos casais que podem formar. O homem tentando inconscientemente ser o chefe, sem boa condição de trabalho, com uma mulher mais estudada e possivelmente ganhando mais do que ele.  Enfim, precisamos cuidar dos meninos, precisamos ensinar-lhes a estudar bastante para serem independentes e se relacionarem com as meninas de modo mais leve, com parceria e independência, livrando-os do fardo antropológico. (quem paga a despesa?)