O nazismo é uma construção histórica, mas dentro dele há algo bem mais antigo, antropológico, psicossocial, relacionado ao tempo dos caçadores-coletores nômades, pois que tendiam a deixar para trás os doentes ou feridos gravemente (como os alpinistas ainda fazem). Ou seja, o princípio seletivo que embasa o nazismo vem de longe. E aqui vai a má noticia: está em todos nós, em doses variadas. Sim, eu também sou veemente ao afirmar minha postura contrária a qualquer exclusão seletiva, porém o nosso interior (Freud) é complexo, traz emanações inconscientes do passado profundo. Por isso, para vencermos os nazismos, a solução não é apenas afirmar a plenos pulmões nossa condenação a esses horrores, e colocar na cadeia seus agentes, mas também olhar para dentro, vigiar e controlar.
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